São Josemaria Escrivá – O Santo da Vida Corrente

São Josemaria Escrivá

São Josemaria Escrivá

Hoje a Igreja celebra o dia de São Josemaria Escrivá, conhecido como “o santo da vida corrente”, assim chamado por São João Paulo II no dia de sua canonização. Ele nasceu em Barbastro, Espanha, no dia 9 de janeiro de 1902, e foi ordenado sacerdote em Saragoça, no dia 28 de março de 1925.

Dia 2 de outubro de 1928, em Madri, durante um retiro espiritual, Deus fez-lhe ver a missão à qual o havia destinado: nesse dia nasceu o Opus Dei, que significa “trabalho de Deus”. A missão específica do Opus Dei é promover, entre homens e mulheres de todos os âmbitos da sociedade, um compromisso pessoal de seguir a Cristo, de amor a Deus e ao próximo e de procura da santidade na vida cotidiana.

Em 1934 publicou, com o título provisório de “Considerações espirituais”, a primeira edição de “Caminho”, a sua obra mais difundida, da qual já foram editados mais de quatro milhões de exemplares. Na literatura espiritual, Josemaría Escrivá também é conhecido por outros títulos como “Santo Rosário”, “É Cristo que passa”, “Amigos de Deus”, “Via Sacra”, “Sulco” ou “Forja”. A guerra civil espanhola (1936-1939) representou um sério obstáculo para a incipiente fundação. Foram anos de sofrimento para a Igreja, marcados, em muitos casos, pela perseguição religiosa, da qual o fundador do Opus Dei só conseguiu sair incólume depois de muito sofrimento.

Cristo, Maria e o Papa eram os grandes amores da vida de São Josemaria. E na noite de 23 para 24 de Junho de 1946, por fim, o santo viaja para Roma, e estava ali, muito perto do Vice-Cristo.

Em 25 de Janeiro de 1959, ao conhecer a notícia da convocatória do Concílio Vaticano II, o fundador do Opus Dei manifestou a sua alegria e esperança, e começou a rezar e a pedir orações “pelo feliz sucesso desta grande iniciativa que é o Concílio Ecumênico”. O Concílio vinha recordar que todos os fiéis são chamados, pela sua consagração batismal, a realizar um intenso apostolado, “porque a vocação cristã, pela sua própria natureza, é também vocação para o apostolado”.

São Josemaria queria confirmar a todos na fé e dar-lhes a razão da sua esperança, e a partir de 1970, realizou longas viagens de catequese por diversos países do mundo. Teve numerosos encontros com homens e mulheres dos mais diversos ambientes, para lhes falar em família de múltiplos aspectos da fé: da doutrina, e da prática da doutrina de Jesus Cristo. Recordava sempre a necessidade da conversão, mediante o recurso frequente à confissão sacramental. Ele ia em peregrinação aos principais lugares de devoção mariana de cada país, para rezar à Mãe de Deus.

A 26 de junho de 1975, faleceu inesperadamente em Roma no quarto em que trabalhava, depois de ter olhado carinhosamente para um quadro de Nossa Senhora de Guadalupe, sentiu-se gravemente indisposto e caiu no chão. Cinco anos antes, durante a sua estadia no México, havia contemplado com especial devoção, uma antiga pintura em que a Virgem de Guadalupe entrega uma rosa a São João Diego, e nesse momento, o santo expressou seu profundo desejo : “gostaria de morrer assim, olhando a Santíssima Virgem, e que ela me desse uma flor.” Deus concedeu-lhe esse seu desejo, e os olhos sorridentes e maternais da Virgem de Guadalupe, diante da qual tinha rezado tantas vezes, receberam o seu último olhar aqui na terra.

Nessa altura o Opus Dei estava espalhado pelos cinco continentes, e contava com mais de 60.000 membros de 80 nacionalidades, servindo a Igreja com o mesmo espírito de firme união com o Papa e os Bispos que caracterizavam São Josemaria. Sua Santidade o Papa João Paulo II canonizou o Fundador do Opus Dei no dia 6 de outubro de 2002. A sua festa celebra-se hoje, 26 de junho. O corpo de São Josemaria repousa na igreja prelatícia de Nossa Senhora da Paz, Viale Bruno Buozzi 75, Roma.

Assista ao vídeo e aprenda mais sobre a vida de São Josemaria Escrivá e o Opus Dei:

Fontes: escrivaworks, josemariaescriva